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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Poesia desencantada





Houve um tempo em que certos homens trouxeram belas palavras que, porventura, um dia, esculpiram a face do mundo e arrebataram o pulsar furtivo dos corações embriagados.



Bendita curiosidade que faz irradiar minha imaginação por aqueles campos melindrosos de outrora, a esconderem seus resquícios sob o brilho tímido da lua. Dessa sensibilidade monstruosa, que chega a doer nos dias de chuva, só resta rogar ao mundo, que traga de volta aqueles benditos Shakespeares, Byrons, Baudelaires... São desses verdadeiros poetas da vida que o mantra espiritual da vida acorrentada de hoje necessita; desses verdadeiros deuses de palavras viajantes que a vida necessita caminhar!



Ora, se não conseguimos caminhar com nossos próprios pés em matéria de maiores sentimentos - desculpem-me nossos benquistos humanos racionais, mas nosso mundo grita pela chama da poesia apagada! Aquela que os nossos mestres, agora, já perderam o entusiasmo de nos passar ou, por certa maldade, não voltam mais seu olhos para o que realmente importa: o diálogo sobre as maravilhas da vida e dos amores de cada dia.



Por ora, vemos as inventivas infrutíferas dos míseros seres que desejam acabar e envenenar o legado que os mais nobres homens nos deixaram. Só nos resta uma saída: buscar o invisível entre os homens.



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